domingo, 1 de janeiro de 2017

Detentos foram decapitados e jogados para fora do Compaj, diz Sérgio Fontes

Massacre. Esta é a definição dada pelo Secretário de Segurança Pública do Estado do Amazonas, Sérgio Fontes, sobre a rebelião ocorrida no Compaj neste domingo. De acordo com ele, existem pelo menos seis mortos e dez funcionários da Umanizare, que cuida do sistema prisional, sendo feitos de reféns.

"Alguns corpos fora

De acordo com o secretário, há relatos de troca de tiros entre policiais e bandidos, o que deve motivar uma revista na unidade prisional amanhã. No momento, as equipes trabalham na negociação, sob o comando dos majores da PM Paulo Emílio e Lima Júnior, e a expectativa é de que haja uma conclusão dos trabalhos ainda hoje.

"Esperamos que a rebelião acabe hoje. PM é que vai avaliar e decidir isso. E só vai entrar quando for seguro. Seguro para os policiais e para os presos também. Vamos entrar depois que encerrar a rebelião. Há reféns, então não foi cortada água nem energia da unidade. Optamos pela negociação", destacou o secretário.

Buscas por foragidos

De acordo com o secretário, um grande esforço está sendo empreendido na tentativa de recapturar os presos que fugiram. O Exército vai colaborar nas buscas. Serão feitos sobrevoos na mata que fica em torno do Compaj e do Ipat, onde houve fuga em massa no início da tarde, para tentar encontrar os detentos. Equipamentos que identificam focos de calor serão utilizados nas buscas.m jogados para fora, então existem mortos, sim", afirmou Sérgio Fontes, durante entrevista coletiva à imprensa. De acordo com o secretário, os detentos que foram jogados para fora do Compaj estavam todos decapitados. De acordo com ele, no entanto, ainda não há como precisar o total de mortos porque a ocorrência ainda está em andamento. "É melhor a gente esperar para saber o tamanho da crise".

O número de mortos pode ser ainda maior. "O fato é que existem foragidos e mortos, só não sabemos quantos", afirmou o secretário, ressaltando que 15 foragidos já foram recapturados. Todo o efetivo da Polícia Militar, incluindo os que estavam de folga, foram chamados para trabalhar na ação.

Uma guerra interna entre as facções Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC) causou o que Fontes chamou de massacre. "Eu digo massacre porque seis mortos pra mim já é um massacre". "Tudo indica que foi ataque de uma facção maior contra uma menor, para eliminar a concorrência"

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